Na sexta, a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA publicou uma regra que excluía smartphones e laptops das chamadas “tarifas recíprocas”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (foto), tentou explicar neste domingo, 13, a situação das tarifas americanas sobre produtos chineses e negou que seu governo tenha concedido uma isenção a eletrônicos importados do país asiático.
Na sexta-feira, 11, a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (US Customs and Border Protection) publicou uma regra que excluía temporariamente itens como smartphones, laptops, chips de memória e monitores das chamadas “tarifas recíprocas”, de até 145% para produtos chineses e 10% para outros países.

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A medida foi interpretada como uma tentativa de aliviar a pressão sobre empresas americanas, como Apple, Nvidia e Dell, que dependem fortemente da produção chinesa.
Neste domingo, porém, Trump reagiu nas redes sociais e afirmou que não houve nenhuma exceção oficial.
“NINGUÉM vai se livrar das balanças comerciais injustas e das barreiras tarifárias não monetárias que outros países usaram contra nós, especialmente a China, que, de longe, nos trata pior!”, escreveu o presidente dos EUA na Truth Social.
“Não houve nenhuma ‘exceção’ tarifária anunciada na sexta-feira. Esses produtos estão sujeitos às tarifas de 20% de fentanil existentes e estão apenas migrando para um ‘grupo’ tarifário diferente”, acrescentou.
A declaração foi reforçada pelo secretário de Comércio, Howard Lutnick, que afirmou à imprensa que a exclusão é temporária.
Como mostramos, Lutnick afirmou que os produtos devem ser incluídos em uma nova rodada de tarifas voltadas especificamente à indústria de semicondutores, prevista para os próximos meses.
“Fizemos isso com o setor automotivo, vamos fazer com farmacêuticos e também com eletrônicos”, afirmou Lutnick. “Isso é uma questão de segurança nacional.”
Reação da China
Do lado chinês, o Ministério do Comércio respondeu chamando a medida de retirar as tarifas sobre eletrônicos de “pequeno passo”.
“O que vimos foi apenas um pequeno passo para corrigir um erro”, afirmou o ministério, acrescentando que Washington deveria “abolir completamente essa prática equivocada e retornar ao caminho do diálogo baseado no respeito mútuo”.
O ministério chinês também reforçou sua crítica ao que chama de tarifas unilaterais e pediu que os EUA “ouçam as vozes racionais da comunidade internacional” e promovam ajustes mais amplos.
A pasta citou uma decisão anterior, de 10 de abril, em que Washington suspendeu provisoriamente tarifas elevadas contra outros parceiros comerciais.
Leia também a matéria de capa da edição mais recente de Crusoé, assinada por Alexandre Borges. A China, principal alvo do tarifaço, está pintada para a guerra, diz a reportagem.







