Abin paralela espionou pessoa errada ao tentar vigiar o Sleeping Giants Brasil
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Abin paralela espionou pessoa errada ao tentar vigiar o Sleeping Giants Brasil

Abin paralela espionou pessoa errada ao tentar vigiar o Sleeping Giants Brasil

Redação - Index Brasis

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Documentos divulgados nesta quarta-feira (18) pelo Supremo Tribunal Federal (STF) mostram que a chamada Abin Paralela realizou um monitoramento ilegal do movimento Sleeping Giants Brasil em 2021. No entanto, a operação acabou espionando, de forma equivocada, uma ativista sem qualquer vínculo com o grupo.

Segundo os registros, agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) produziram um dossiê contendo imagens da residência e da rotina de Alessandra Orofino, fundadora da ONG Nossas. Apesar disso, ela não tem nenhuma relação com o Sleeping Giants Brasil.

A confusão teria se originado em um episódio de 2020, quando o Sleeping Giants utilizou a plataforma Bonde — criada pela ONG Nossas — para organizar uma campanha contra a PagSeguro. O movimento pressionava a empresa a encerrar os serviços de pagamento associados ao influenciador Olavo de Carvalho, conhecido por propagar desinformação.

Após esse episódio, influenciadores ligados ao bolsonarismo passaram a espalhar, de forma incorreta, que Orofino seria uma das fundadoras do Sleeping Giants. Entre eles estava Richard Pozzer, atualmente um dos indiciados no inquérito que investiga a atuação da Abin Paralela.

Essa desinformação levou os agentes a investigarem a vida pessoal da ativista. Imagens de sua casa e de seus deslocamentos chegaram a ser registradas, e Orofino se tornou alvo de vigilância constante.

As informações integram as investigações conduzidas pelo ministro Alexandre de Moraes no STF, que apuram o uso indevido da estrutura da Abin durante o governo Bolsonaro para fins de espionagem contra opositores e integrantes da sociedade civil.

 



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