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Depois que o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), minimizou o período da ditadura militar no Brasil ao afirmar que o tema seria uma “questão interpretativa”, a deputada estadual Carol Caram (Avante) — integrante da base governista na Assembleia Legislativa de Minas Gerais — criticou a fala do chefe do Executivo. O comentário foi feito no programa Café com Política, do jornal O Tempo. Ela ressaltou que há divergências dentro da aliança que apoia o governador.
Carol reafirmou seu alinhamento com o governo Zema, mas deixou claro que sua atuação política se baseia em princípios que considera inegociáveis. “Faço parte da base do governo. Temos uma relação muito harmoniosa e fui muito bem acolhida. No entanto, estar na base não significa concordar com tudo. Tenho minhas convicções pessoais, e delas não abro mão”, afirmou.
Ao comentar a fala de Zema sobre a ditadura militar, a deputada foi enfática na defesa da democracia como um valor fundamental.
“É inacreditável imaginar que alguém que conheça a história do nosso país possa duvidar do mal que a ditadura causou. Livros foram queimados, o conhecimento foi suprimido, e os direitos de ir e vir, de se expressar e de sonhar foram negados. Falar da ditadura sempre me causa profunda angústia”, declarou.
Governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Deputada diz que Zema se expressou de forma inadequada
Carol também reprovou qualquer tentativa de relativizar o regime militar, reforçando que reconhecer os abusos cometidos nesse período é essencial.
“Questionar a democracia é inaceitável. Negar que houve abusos, violência e violações aos direitos humanos durante a ditadura é algo que não se pode tolerar. Todos erram, especialmente em determinados contextos, e talvez (Zema) tenha se expressado de forma inadequada. Ainda assim, é difícil acreditar que alguém que conheça a história do Brasil duvide dos danos causados por aquele regime”, completou.
Por fim, a deputada reforçou seu compromisso com os valores democráticos e condenou o extremismo político.
“Viva a democracia, o bem mais precioso que temos, representado pela nossa Constituição Federal. Lutarei sempre para que ela continue sendo a base da nossa sociedade. O extremismo não nos leva a lugar algum. Devemos buscar o centro, o ponto de equilíbrio, onde está o melhor para a população”, afirmou.







